Cocaína

A cocaína é utilizada por entre 14 e 21 milhões de pessoas por ano e entre 100 a 500 bilhões de dólares são movimentados todo ano por meio do seu comércio ilegal. Em 2012, o Brasil foi o segundo maior consumidor de cocaína e derivados do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A cocaína é uma substância extraída a partir das folhas de um tipo de planta conhecido como coca e tanto o crack quanto o oxi também vêm dai. Enquanto a cocaína  costuma ser inalada na forma de pó, o crack e o oxi costumam ser fumados na forma de pedra. A absorção da cocaína pela mucosa nasal leva a efeitos que podem durar entre 15 e 30 minutos, enquanto que a absorção do crack ou do oxi pelos pulmões resulta em efeitos mais intensos e que duram cerca de 5 a 10 minutos. As principais diferenças entre o crack e o oxi estão na preparação e no preço. A pasta base de cocaína pode ser misturada com bicabornato de sódio, acetona, amoníaco e éter para virar uma pedra de crack. Já no caso do oxi, é feita uma mistura com cal virgem, querosene ou gasolina, substâncias essas que são bem mais corrosivas, tóxicas e baratas. Isso acaba barateando a produção do oxi e tornando ele mais acessível do que o crack a muitos usuários. Embora todas as 3 formas sejam bem viciantese prejudiciais para a saúde, o oxi e o crack viciam mais facilmente e o oxi é o mais agressivo para o corpo por conta dos materiais mais tóxicos usados na sua preparação. Alguns dos efeitos mais rápidos e comuns dessas coisas são euforia, agitação, hipersensibilidade  sensorial, irritabilidade, paranoia, impulsividade, pupilas dilatadas, aumento da temperatura corporal e batimentos cardíacos acelerados. A médio e longo prazo, podem haver prejuízos graves no fígado, nos rins, na boca, nos dentes, nas vias aéreas e no cérebro. O consumo também aumenta o risco da pessoa desenvolver doenças cardiovasculares, doença de Parkhinson, sintomas psicóticos e paranóia  extrema. Outros possíveis efeitos do uso recorrente são a redução nas capacidades de memória, concentração, raciocínio e autocontrole, podendo levar a pessoa a comportamentos violentos para obter e consumir a substância novamente. A cocaína inibe a reabsorção natural de neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a norepinefrina. Então depois de liberados em algumas sinapses do cérebro, esses neurotransmissores acabam se acumulando em níveis excessivos, intensificando a sensação de prazer. O cérebro vai se adaptando a esses níveis excessivos e depois se torna menos sensível à cocaína. Isso frequentemente leva as pessoas a tomarem mais doses ou doses mais potentes para sentir a mesma coisa de antes ou evitar os sintomas da abstinência. Como os efeitos do crack e do oxi são mais curtos e intensos, o risco de overdose é maior, embora o risco envolvido no consumo da cocaína seja considerável também. Esse risco é maior ainda quando algum deles é consumido junto com outras substâncias como o ácool ou a heroína, por exemplo. Não existe quantidade segura de consumo da cocaína, do crack ou do oxi. Todos têm grande potencial de viciar e podem gerar prejuízos imediatos e duradouros no organismo. O tratamento ideal para o transtorno por uso de substância vai depender das particularidades de cada pessoa, mas com frequência envolve a atuação de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais. Sem ajuda profissional, a vida de muitas pessoas que se envolveram com a cocaína vai se deteriorando rapidamente e sem que ela tenha plena consciência disso.
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